Urgências: Fraturas na Mão

De uma forma bem simplista, as falanges são os ossos  dos dedos e os metacarpos são os ossos da palma da mão.

Com exceção do polegar  que possuí apenas 2 falanges, falange proximal e falange distal, os outros 4 dedos da mão possuem 3 falanges: falange proximal, falange média e falange distal.

As fraturas da falange distal são as mais frequentes do corpo humano. Prender o dedo na porta ou na janela ou sofrer uma martelada no dedo estão entre as causas mais frequentes. Também é muito comum ocorrer lesão da unha e do leito ungueal nessas fraturas. A grande maioria dessas fraturas não necessitam de cirurgia e podem ser tratadas com uma tala metálica simples por 3 a 4 semanas. A cirurgia está indicada apenas quando há desvio importante dos fragmentos ósseos ou quando há lesão concomitante do leito ungueal que deve ser reparado para se evitar deformidades futuras na unha.

As fraturas da falange média e da falange proximal ocorrem por mecanismo de torção ou desvio angular durante a prática de atividades esportivas/recreativas. A indicação de tratamento cirúrgico depende do grau de desvio e angulação entre os fragmentos ósseos e da localização da fratura. As deformidades rotacionais são as menos toleradas, pois causam distúrbios funcionais mais evidentes. Pequenos desvios rotacionais de cerca de 10 graus , já são suficientes para causar cisalhamento ou divergência entre os dedos durante o movimento de fechar a mão.

As fraturas peri-articulares ou intra-articulares envolvendo a articulação (interfalangeana proximal) IFP devem ser avaliadas com cuidado, pois esta articulação desenvolve rigidez articular  com frequência no pós-operatório dessas fraturas.

De modo geral, as fraturas extra-articulares com angulação de até 10 graus  e sem desvio rotacional, podem ser tratadas com tala gessada ou tala metálica por 4 a 6 semanas. Nas fraturas que envolvem a superfície articular (intra-articulares), se o degrau articular for > 2 mm, está indicado o tratamento cirúrgico que envolve a redução fechada ou aberta da fratura e fixação com fios de Kirschner ou mini-parafusos.

As fraturas dos metacarpos (MTCs) ocorrem nos traumas esportivos, mas também estão relacionadas a acidentes automobilísticos, principalmente envolvendo motos. O tratamento depende de qual metacarpo é fraturado e do grau de desvio e angulação da fratura. As fraturas dos MTCs do polegar, dedo anular e dedo mínimo toleram mais desvios que as do indicador e dedo longo, pois eles tem maior mobilidade. Em linhas gerais, seguem os desvios máximos tolerados por dedo:

polegar e dedo mínimo: 30 graus

dedo anular: 20 graus

dedos indicador e longo: 10 graus.

Se o desvio do MTC for tolerável, o tratamento conservador com tala gessada por 4 semanas é suficiente na grande maioria dos casos.

Se o desvio for maior que os ângulos indicados ou, se houver desvio rotacional de qualquer grau, está indicado o tratamento cirúrgico.

No tratamento cirúrgico a redução pode ser fechada ou aberta, dependendo da redutibilidade da fratura. Nas fraturas facilmente redutíveis, o método fechado e a  fixação  com hastes intramedulares ou Fios de Kirschner são uma boa opção. Nas fraturas irredutíveis, o método aberto e fixação com parafusos interfragmentários ou placa e parafusos se faz necessário. A anestesia utilizada pode ser geral ou bloqueio e o paciente recebe alta no mesmo dia na maioria dos casos.

No pós-operatório, os pacientes são imobilizados com tala gessadas por 1-2 semanas seguidos de órteses por mais 1-2 semanas, dependendo do caso.

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