Expertise: Medicina Esportiva

Epicondilite lateral

Também conhecido como tennis elbow ou cotovelo do tenista. Consiste numa lesão dos músculos extensores do punho e dos dedos junto a sua origem na região lateral do cotovelo, mais precisamente no epicôndilo lateral do cotovelo. Isso ocorre, em parte, por uma predisposição em certos indivíduos e em parte devido a movimentos repetitivos que estressam e tensionam as fibras musculares nessa região levando a micro-roturas. Essas roturas por conseguinte, formam um tecido fibroso que não cicatriza devido uma pobre vascularização no local. A faixa etária mais acometida vai dos 35 aos 50 anos e ocorre em atletas e não atletas.

A queixa principal são dor e perda de força para extensão do punho e dedos. No exame físico a dor se concentra na região da proeminência óssea na região lateral do cotovelo e na musculatura adjacente. A dor piora durante a extensão do punho e do 3o dedo (dedo longo) contra resistência.

O tratamento é essencialmente conservador com gelo, fisioterapia e uso de anti-inflamatórios. Em casos mais resistentes, pode ser necessário a utilização de uma órtese de punho por 2-3 semanas. A utilização de infiltração local de corticóides é muito difundida no meio esportivo, mas seus benefícios a longo prazo são discutíveis, apesar de aliviar os sintomas temporariamente.

A cirurgia deve ser indicada com muito critério e em publicações médicas mais recentes, vem sendo muito questionada em relação seu custo-benefício para os pacientes. Nestes estudos, a maioria dos pacientes seguidos por mais de 9 meses apresentaram melhora independente de cirurgia.

Lesões da Fibrocartilagem Triangular

A Fibrocartilagem Triangular (FCT) é basicamente uma estrutura anatômica composta por cartilagem em sua porção central e ligamentos nas suas margens. Tem portanto, dupla função: amortecimento e suporte de carga no lado ulnar do punho e estabilização da ulna na concavidade (fossa sigmóide) do rádio na articulação rádio-ulnar distal (RUD). Apesar de apenas a parte central ter estrutura e função semelhante aos meniscos do joelho, pode ser considerado, a grosso modo, como “o menisco do punho”.

De modo análogo ao joelho, a FCT é muito solicitada em algumas modalidades esportivas como tênis, golfe e esqui e é uma das estruturas mais lesadas no punho.

O paciente pode evoluir com uma dor insidiosa ou mais súbita no bordo ulnar do punho, que piora durante os movimentos rotacionais do punho e do antebraço e durante a extensão e desvio ulnar do punho, como sair de uma piscina ou realizar flexão de braço.

O diagnóstico é baseado no exame físico e complementado por RX e ressonância magnética do punho.

O tratamento inicial é realizado com anti-inflamatórios e imobilização do punho com órteses por 10 a 40 dias, seguido de fisioterapia ou terapia ocupacional. Se os sintomas persistirem ou recidivarem, uma infiltração do punho com corticóides pode ser tentada e empregada como teste terapêutico.

Se mesmo assim os sintomas persistirem, está formalmente indicado o tratamento cirúrgico. Na última década, a artroscopia vem sendo empregado com grande eficiência no tratamento das lesões da FCT e pode ser considerada o padrão-ouro no diagnóstico e tratamento desta lesões. O pós-operatório depende muito dos procedimentos realizados, mas na maioria das vezes envolve imobilização com tala gessada por 2 semanas, seguida de órtese por mais 2 a 4 semanas e reabilitação. O retorno aos esportes pode variar de 2 a 4 meses, dependendo da lesão e da modalidade esportiva.

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