Problemas mais frequentes: Tumores Ósseos nas Mãos

Os tumores ósseos ou neoplasias que acometem as mãos, punhos e braços são benignos na vasta maioria dos casos. Os mais comuns são o encondroma, o osteocondroma, o cisto ósseo e o tumor de células gigantes (TGC).

O osteocondroma se manifesta classicamente como uma proeminência óssea ou nódulo endurecido nas crianças entre 4 a 8 anos de idade, acometendo o punho ou ombro. Seu crescimento costuma ocorrer lentamente e coincide com a fase de crescimento da criança, estabilizando-se na fase adulta. Não costuma se doloroso, a não ser que esteja muito próximo de nervos ou tendões, podendo comprimir e estirar estas estruturas. Na maior parte dos casos, não há necessidade de cirurgia. O diagnóstico e seguimento pode ser anual através de Ressonância Magnética que avalia a morfologia do tumor e a espessura da capa de cartilagem que recobre o tumor (não deve ultrapassar 1 cm, devido ao risco de malignização). A cirurgia é reservada para os tumores maiores que comprimem nervos e tendões ou que interfiram com o movimento articular. A ressecção do tumor na sua base resolve o problema e não costuma ser complicado. Existe uma forma mais grave e hereditária chamada osteocondromatose múltipla. Ela acomete várias articulações do corpo, produzindo deformidades e encurtamento significativo do antebraço e punho. O tratamento cirúrgico é indicado para ressecção dos tumores e correção das deformidades através de osteotomias.

O encondroma, cisto ósseo e o TGC são tumores que não provocam nodulações ou “caroços”, pois eles crescem na parte interna do osso e portanto não são palpáveis. Geralmente são completamente assintomáticos, até as fases mais avançadas onde seu crescimento desgasta as paredes ósseas e provocam dores e até fraturas dos ossos comprometidos. Essas fraturas ocorrem por traumas banais e até mesmo dormindo. São as chamadas fraturas patológicas.

Estes tumores são de fácil diagnóstico através de um exame físico cuidadoso e radiografias simples. A faixa etária dos pacientes também é muito importante, pois alguns tumores incidem em pacientes mais jovens, enquanto outros acometem pacientes mais velhos. A Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética podem ser úteis no planejamento cirúrgico ou quando há dúvida diagnóstica. Biópsias para fins diagnósticos são muito raramente necessárias nestes casos. O diagnóstico definitivo pode ser obtido através das biópsias excisionais, realizadas no momento da ressecção cirúrgicas dos tumores de até 2-3 cm.

Quando há necessidade de retirada desses tumores benignos, a cirurgia envolve a ressecção do tipo intra-lesional ou marginal dos tumores. Pode haver necessidade de preenchimento da cavidade ou defeito ósseo resultante da ressecção do tumor. Isso pode ser feito com enxerto ósseo retirado do próprio paciente, enxerto ósseo processado (heterólogo) ou substitutos ósseos (cimento ósseo, hidroxiapatita,etc).

Nas fraturas patológicas, decorrentes destes tumores, há necessidade de fixação óssea com placas e parafusos, hastes ou fios de kirschner.

Os tumores ósseos malignos são extremamente raros nas mãos. Tanto os tumores primários que se originam dos ossos, quanto os tumores ósseos secundários ou metastáticos raramente se localizam nos membros superiores. Seu diagnóstico envolve uma investigação de outros tumores mais frequentes no corpo como CA de pulmão, mama, próstata, etc. O tratamento deve ser individualizado, dependendo do tipo de tumor e o momento do diagnóstico. O acompanhamento com um Oncologista Ortopédico é primordial nesses casos.

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